Britador de Cone Industrial

O britador de cone tem um lugar muito importante dentro da britagem secundária em fábricas de cimento, é ele que define o tamanho final das pedras antes da moagem e isso impacta diretamente consumo de energia, desgaste de peças e estabilidade da produção.
Quando essa etapa está bem ajustada, o restante da planta trabalha melhor, mas quando não está, o problema aparece em outros lugares e a AGICO Cimento vai te explicar mais agora!
Como funciona o britador de cone?
O funcionamento detém esse seguinte processo: a rocha entra na câmara de britagem e é comprimida entre duas superfícies metálicas: o manto e o revestimento interno e esse movimento acontece de forma contínua, não por impacto.
Na prática, isso muda muita coisa, a compressão gera partículas mais uniformes e reduz a quantidade de material em formatos indesejados e ao mesmo tempo, o desgaste das peças tende a ser mais controlado, já que não há pancadas bruscas o tempo todo.
É uma máquina que trabalha sob pressão constante, e por isso precisa estar bem regulada, aqui os pequenos ajustes fazem diferença lá na frente.
Por que o britador de conde define a britagem secundária do cimento?
A britagem primária resolve o volume, quando o produto está bruto. O britador de cone resolve a qualidade de como o material ficará.
Pense que o material chega ao moinho fora do padrão, com pedras irregulares, isso afeta o sistema inteiro e resulta em perda de eficiência.
O moinho passa a fazer um trabalho que não é dele, começa a quebrar pedra em vez de refinar o material e isso aumenta o consumo de energia sem trazer ganho real.
Outro ponto que muitos gestores pode deixar passar batido é a forma das partículas, em aplicações mais exigentes, especialmente em concreto de maior desempenho, formatos irregulares prejudicam o resultado final.
O britador de cone ajuda a manter uma granulometria mais consistente, o que dá mais previsibilidade ao processo e é aqui que muita operação começa a ganhar ou perder dinheiro.
As aplicações gerais do britador envolvem:
Calcário;
Minério metálico;
Areia para fraturamento hidráulico;
Carvão;
Agregados para construção;
Cascalho.
Especificações do britador de cone
Os dados variam conforme o projeto, mas existem alguns parâmetros que orientam a escolha:
capacidade de produção (em toneladas por hora);
tamanho máximo de alimentação;
granulometria de saída desejada;
potência do motor;
tipo de câmara de britagem.
Esses números precisam conversar com a sua jazida e com o restante da planta, nãoo adianta superdimensionar e nem trabalhar no limite o tempo todo, o foco deve ser o equilíbrio,que é o que define o desempenho ao longo do tempo.
Modelos de britador de cone AGICO
A AGICO Cement trabalha com diferentes configurações de britador de cone para atender desde linhas menores até plantas de grande capacidade.
Os modelos seguem o mesmo princípio de funcionamento, mas variam em tamanho, capacidade e tipo de aplicação.
Isso permite ajustar o equipamento ao tipo de calcário, ao volume de produção e ao layout da fábrica.
Em linhas de cimento, esses britadores são usados principalmente na britagem secundária de calcário e outros materiais duros, garantindo um fluxo estável antes da moagem.
Também podem ser integrados a sistemas mais amplos dentro de projetos EPC, o que facilita a adaptação ao restante da operação.
E a AGICO costuma entrar na etapa de dimensionamento, o que ajuda a evitar escolhas genéricas que acabam gerando custo depois.
Peço desculpas pela confusão anterior. Como as tabelas em Markdown não possuem um recurso nativo para "mesclar" células verticalmente igual ao Excel ou Word, a melhor forma de representar visualmente as lacunas das imagens é deixando os espaços em branco nas linhas correspondentes.
Aqui está a tabela refeita, respeitando estritamente o layout original da imagem e deixando vazias as células mescladas de Especificação, Diâmetro e Potência:
Especificação | Modelo | Diâmetro da extremidade maior do cone de britagem (mm) | Tamanho máximo de alimentação (mm) | Largura da abertura de descarga (mm) | Capacidade de processamento (t/h) | Potência do motor (kW) | Peso total (t) | Dimensões (C×L×A) (mm) |
Φ600 | AGB600 | 600 | 65 | 12-25 | 40 | 8P 30 | 5 | 2234×1370×1675 |
AGD600 | 35 | 3-13 | 12-23 | 5,5 | 2234×1370×1675 | |||
Φ900 | AGB900 | 900 | 115 | 15-50 | 50-90 | 8P 55 | 11,2 | 2692×1640×2350 |
AGZ900 | 60 | 5-20 | 20-65 | 11,2 | 2692×1640×2350 | |||
AGD900 | 50 | 3-13 | 15-50 | 11,3 | 2692×1640×2350 | |||
Φ1200 | AGB1200 | 1200 | 145 | 20-50 | 110-168 | 8P 110 | 24,7 | 2790×1878×2844 |
AGZ1200 | 100 | 8-25 | 42-135 | 25 | 2790×1878×2844 | |||
AGD1200 | 50 | 3-15 | 18-105 | 25,3 | 2790×1878×2844 | |||
Φ1750 | AGB1750 | 1750 | 215 | 25-50 | 180-360 | 8P 160 | 50,3 | 3910×2894×3809 |
AGZ1750 | 185 | 10-30 | 80-210 | 50,3 | 3910×2894×3809 | |||
AGD1750 | 85 | 5-13 | 60-180 | 50,2 | 3910×2894×3809 | |||
Φ2200 | AGB2200 | 2200 | 300 | 30-60 | 420-700 | 8P 280-260 | 80 | 4622×3302×4470 |
AGZ2200 | 230 | 10-30 | 130-410 | 80 | 4622×3302×4470 | |||
AGD2200 | 100 | 5-15 | 80-200 | 81,4 | 4622×3302×4470 |
Como ajustar a operação e evitar desperdício de energia?
Um ponto essencial que ainda gera perda em muitas plantas é a forma de alimentação do britador.
Operar com a câmara parcialmente vazia parece seguro, mas reduz a eficiência, o ideal que o seu operador trabalhe com carga cheia, o chamado choke feeding.
Nesse cenário, as próprias partículas interagem entre si, o que melhora a britagem e reduz o desgaste interno.
O efeito aparece em dois lugares:
Menor consumo por tonelada produzida e
Maior vida útil dos componentes.
Esse é um ajuste operacional e não uma troca de máquina. Nos dois cenários, muda bastante o resultado.
Por que escolher a AGICO para sua planta?
Comprar um britador de cone não vai resolver o problema sozinho, na verdade, o que faz diferença é o conjunto: o equipamento bem dimensionado, a integração com o restante da linha e operação ajustada.
Isso sim poderá trazer resultados consistentes e otimizados para a sua empresa.
A AGICO Cement atua nesse modelo mais completo, trabalha com projetos EPC, fabrica os equipamentos e acompanha a implementação e também oferece suporte técnico e treinamento, o que evita aquela situação comum de ter uma boa máquina operando abaixo do potencial.
Solicite uma avaliação técnica
Se a sua operação está lidando com variação de granulometria ou consumo elevado na moagem, vale revisar a britagem secundária.
Uma análise técnica ajuda a entender se o britador de cone atual está adequado ou se há espaço para melhorar o desempenho da planta como um todo.
Solicite uma avaliação com a equipe da AGICO e veja como ajustar o processo com base na sua realidade de produção.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a frequência recomendada para a troca do manto e do revestimento interno?
O desgaste das superfícies metálicas depende da dureza específica da rocha e das horas de operação contínua. Em aplicações com calcário padrão, a inspeção deve ocorrer a cada 300 horas. A substituição do componente é obrigatória quando a espessura da liga de aço atinge o limite mínimo especificado no manual do fabricante, o que impede danos estruturais diretos à carcaça principal do equipamento.
2. O equipamento opera com material úmido ou com alto teor de argila?
A presença de argila combinada com umidade excessiva causa o empacotamento do material nas paredes da câmara de britagem. Esse acúmulo gera sobrecarga mecânica e eleva a pressão interna de forma perigosa, forçando a abertura dos cilindros de alívio. Rochas com teor de umidade acima de 5% exigem peneiramento prévio para remoção dos finos antes da entrada na máquina.
3. Como o sistema reage à entrada acidental de metais não britáveis?
A proteção mecânica contra elementos não britáveis (como dentes de escavadeira ou ferramentas) é feita por cilindros hidráulicos de liberação. O sistema detecta o pico de pressão gerado pelo metal e abre o manto automaticamente, permitindo a passagem do objeto. A câmara retorna à configuração de britagem programada na sequência, evitando a queima do motor ou a ruptura do eixo.
4. Qual o impacto da temperatura do óleo de lubrificação no equipamento?
O sistema de óleo cumpre a função dupla de lubrificar os mancais e resfriar os componentes internos de transmissão. Temperaturas de operação constantes acima de 60°C apontam atrito severo ou obstrução no fluxo do lubrificante. A manutenção regular do sistema de arrefecimento e o uso da viscosidade correta são ações que impedem a falha catastrófica dos rolamentos por superaquecimento.
5. O que causa o desarme frequente do motor durante a operação?
O desarme automático do motor é uma resposta a picos de amperagem fora da faixa de segurança. As causas físicas incluem o entupimento da câmara por excesso de material fino, a tensão inadequada das correias de transmissão ou a alimentação do equipamento com rochas de diâmetro superior à boca de entrada. A correção dessas falhas operacionais estabiliza o consumo elétrico e mantém a produção ativa.