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Moinho de Cru para Cimento: Raw Mill

Moinho de Cru para Cimento: Raw Mill

Moinho de Cru para Cimento: Raw Mill | AGICO

A produção de cimento começa muito antes da fabricação em si, tendo início na coleta da matéria-prima necessária, como calcário e argila.

Estes minerais, extraídos na pedreira, fazem parte do primeiro passo da fabricação de cimento, sendo necessário triturá-los e misturados, o que resulta no que chamamos de farinha crua, ou simplesmente “cru”.

Para que esta mistura ocorra, os materiais passam pelos moinhos de cru para cimento, como moinhos verticais e moinhos de bolas.

A escolha certa destes moinhos dita a qualidade do produto final e o custo operacional de toda a fábrica.

Pensando nisso, separamos este artigo para mostrar como funciona o moinho de cru na prática de uma usina de cimento, modelos disponíveis, eficiência energética e mais. Veja a seguir.

Função no processo de produção

Para que a farinha crua seja produzida, o moinho de cru recebe uma mistura de cerca de 80% de calcário, argila e outros corretivos em menor proporção.

Estes elementos são triturados juntos e misturados até que seja formado um pó ultra-fino e homogêneo.

É essencial que a finura e a homogeneidade do cru seja extremamente precisa, para que a farinha possa então passar pelo forno e ser aquecida até atingir cerca de 1450° C.

Esta precisão também é importante para que as reações químicas dentro do forno rotativo sejam mais eficientes.

É essencial que estes dois processos sejam integrados, pois o moinho de cru também se beneficia do forno, utilizando os gases quentes residuais provenientes da torre de pré-aquecimento para secar o material ao mesmo tempo que ele é moído.

Esta secagem é essencial pois os minerais utilizados possuem um nível de umidade considerável, o que pode comprometer a eficiência da moagem e prejudicar o equipamento.

Especificações e tecnologias

Existem duas tecnologias predominantes para moinhos de crus, sendo elas:

  • Moinhos de bolas: este tipo de moinho é considerado o convencional, utilizando esferas metálicas para triturar o material bruto. São ideais para moagem de materiais de baixa umidade e operações com orçamento inicial mais restrito.

  • Moinhos verticais (VRM): são modelos mais avançados, moendo o material por compressão entre rolos verticais e uma mesa rotativa. Esta tecnologia VRM proporciona a integração de múltiplos processos, como britagem, moagem, secagem, classificação e transporte, o que resulta em uma melhora logística e menor consumo de energia elétrica. Possuem um investimento inicial maior.

Especificações técnicas e modelos de moinho de bola AGICO

Modelo (m)

Processo

Capacidade (t/h)

Tamanho de alimentação (mm)

Velocidade de rotação (rpm)

Carga máxima de bolas (t)

Potência do motor (kW)

Peso (t)

φ1.2×4.5

Circuito aberto

1.5–1.7

≤25

34

5.2

55

14

φ1.5×5.7

Circuito aberto

3.5–4.1

≤25

28.5

11

130

24

φ1.83×7.0

Circuito aberto

7.0–7.5

≤25

23.9

21.5

245

37

φ2.2×7.5

Circuito fechado

11–12

≤25

21.4

35

380

52

φ2.2×9.5

Circuito aberto

14–15

≤25

21.4

39

475

75

φ2.4×10.0

Circuito aberto

16–18

≤25

20.4

50

630

100

φ2.4×13.0

Circuito aberto

21–23

≤25

20.4

68

800

119

φ2.6×11.0

Circuito fechado

24–26

≤25

19.6

66

800

133

φ2.6×13.0

Circuito aberto

28–32

≤25

19.6

78

1000

155

φ3.0×9.0

Circuito fechado

28–32

≤25

18.3

80

1000

145

φ3.0×11.0

Circuito fechado

30–35

≤25

18.3

100

1250

180

φ3.0×13.0

Circuito aberto

33–37

≤25

18.3

110

1400

199

φ3.2×13.0

Circuito aberto

45–50

≤25

17.8

128

1600

218

φ3.5×13.0

Circuito fechado

55–60

≤25

17.6

145

2000

260

φ3.8×13.0

Circuito fechado

75–80

≤25

16.6

180

2500

320

φ4.0×13.0

Circuito fechado

85–90

≤25

16.3

200

2800

348

φ4.2×13.0

Circuito fechado

105–110

≤25

15.6

245

3550

370

Especificações técnicas e modelos de moinhos verticais AGICO

Modelo

Diâmetro do disco de moagem (mm)

Diâmetro médio do rolo (mm)

Quantidade de rolos

Potência (kW)

Capacidade (t/h)

AG30.31

3000

1600

3

1250

55–60

AG32.31

3200

1700

3

1600

65–80

AG35.41

3500

1800

4

1800

85–100

AG40.41

4000

1900

4

2500

115–125

AG43.41

4300

2120

4

3000

135–145

AG46.41

4600

2240

4

3350

150–160

AG48.41

4800

2240

4

3350

170–180

AG50.41

5000

2360

4

3900

190–200

AG53.41

5300

2500

4

4600

210–230

AG56.61

5600

2500

6

5300

235–250

Eficiência e sustentabilidade

Critério (Energia e Sustentabilidade)

Moinho de Bolas

Moinho Vertical de Rolos (VRM)

Consumo de Energia Elétrica

Alto (aprox. 20 a 25 kWh/t para cru). A maior parte da energia (cerca de 70%) é desperdiçada em atrito, calor e elevação das bolas.

Baixo. Consome de 10% a 30% menos energia elétrica que o moinho de bolas na moagem de cru. A energia é usada de forma mais direta na compressão.

Aproveitamento Térmico (Secagem)

Limitado. Seca matérias-primas com até 5% a 8% de umidade aproveitando os gases do forno; exige calor auxiliar extra para atingir até 14%.

Alto. Faz uso total dos gases quentes residuais do forno para secar materiais com até 15% a 20% de umidade, sem precisar de secadores extras.

Emissão de Poeira (Qualidade do ar)

Possui mais fontes geradoras de poeira para o ambiente.

Excelente. Opera em um sistema totalmente fechado sob pressão negativa, evitando o transbordamento de pó no ambiente de trabalho.

Poluição Sonora

Elevado. Ruído mecânico intenso devido ao choque das bolas de aço, podendo atingir entre 100 e 110 dB(A) no local.

Baixo. O ruído de funcionamento é cerca de 20 a 25 dB menor que o do moinho de bolas (ficando entre 80 e 85 dB).

Pegada de Carbono

Maior, devido à operação com alto consumo de eletricidade e necessidade frequente de fontes extras de calor para secar o material cru úmido.

Menor, graças ao baixo consumo de energia elétrica e à drástica otimização térmica, sendo um aliado na descarbonização do setor.

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A moagem do calcário e da argila é essencial para a fabricação de cimento, pois com esta mistura de minerais, é possível obter o que chamamos de “cru”, que posteriormente será transformado em clínquer, servindo de base para o cimento em si.

A formação desta farinha crua é realizada por meio de moinhos de cru (que podem ser tanto de bolas, quanto verticais), que trituram os materiais juntos até formar um pó ultrafino e homogêneo, o que facilita as reações químicas dentro do forno.

A qualidade do moinho está diretamente relacionada com a qualidade do resultado final, o que torna a escolha da fabricante ainda mais essencial.

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FAQ

1. O que é um moinho de cru para cimento?

O moinho de cru é o equipamento responsável por moer e homogenizar calcário, argila e corretivos, formando a farinha crua que alimenta o forno de clínquer.

2. Qual a função do moinho de cru no processo de fabricação?

Ele garante a granulometria e homogeneidade ideais da matéria-prima, influenciando diretamente a eficiência térmica do forno e a qualidade do clínquer.

3. Qual a diferença entre moinho de bolas e moinho vertical para cru?

O moinho de bolas utiliza impacto e atrito com esferas, enquanto o vertical trabalha por compressão, oferecendo maior eficiência energética e integração de processos.

4. O moinho de cru pode secar o material durante a moagem?

Sim, principalmente nos modelos verticais, que utilizam gases quentes do forno para secar a matéria-prima simultaneamente à moagem.

5. Como escolher o melhor moinho de cru para cimento?

A escolha depende da capacidade produtiva, umidade da matéria-prima, consumo energético desejado e nível de automação da planta.

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